Chile além das vinícolas

Quando falamos em Chile, logo nos vem à cabeça vinhos e vinícolas. Mas, o país é bem mais do que isso.  São diversas regiões com opções de passeios turísticos, de praias no Pacífico a vulcões e deserto. Mas a região Metropolitana de Santiago também tem seus atrativos e recebe grande número de turistas, que são bem recebidos pelos chilenos.

Aliás, em qualquer passeio na capital é possível encontrar muitos turistas, inclusive brasileiros. Parece que o Português é até a segunda língua. Mas, vamos ao que interessa.

Ao sair do aeroporto, Santiago se mostra uma cidade árida e bem diferente do Brasil. Na região metropolitana, mesmo com o calor, a chuva é rara no verão, é mais fácil pegar um terremoto na cidade do uma leve garoa. O calor supera os 35º e o sol está presente até por volta das 21h. E é essa aridez a melhor amiga das vinícolas, que faz com que as uvas fiquem no ponto ideal para os vinhos de qualidade.

Mas, voltando a Santiago, um passeio pela cidade nos mostra uma metrópole que cresceu com o tempo, que mudou e misturou o novo com o antigo. Que manteve no centro da cidade passeios turísticos, como o Palácio La Moneda, o Cerro Santa Lucía (um monte de 70 metros de altura que conta com um parque de 65.300 metros quadrados), mas incorporou modernidades, como prédios e tecnologia, como o Edifício Costanera. No Cerro Santa Lucia, é possível estar perto da natureza e ainda ao lado de monumentos históricos chilenos e bem no centro da cidade.

A melhor maneira de conhecer Santiago é a pé. O metrô ajuda na locomoção e é barato para os turistas. A dica é pedir em qualquer estação o cartão BIP! e carregar com as passagens desejadas. Mas, não espere o mesmo conforto do metrô de São Paulo, o do Chile tem uma malha maior, mas com menos conforto, pelo menos depois das manifestações que causaram o fechamento de várias estações.

Ainda na parte antiga, é possível passar por feiras de artesanato, conhecer o centro comercial, provar frutas e visitar um centro cultural no Palácio La Moneda que conta um pouco das origens do Chile e é de graça para entrar. A Biblioteca Nacional é outro ponto que merece ser visitado na região central de Santiago.  A Universidad Católica também exibe no centro um suntuoso prédio inaugurado em 1888.

O turista deve sempre estar com o documento (RG ou passaporte) em mãos, pois é normal o registro  nos locais visitados tanto de nativos como de estrangeiros. A região central de Santiago é limpa, o turista não vê lixo nas ruas e sempre encontra boulevards com lojas e restaurantes.  Há pobreza, sim, principalmente nas áreas mais periféricas da cidade. São moradias simples, mas bem diferentes das favelas brasileiras. 

Verde

A região metropolitana do Chile tem muito verde. São comuns parques com muitas árvores, lagos e até frutas. No centro de Santiago, bem ao lado da Universidad de Chile há um parque com uma parreira enorme, com muitas uvas. Rende uma bela foto!

Este centro velho de Santiago ainda está marcado pelas manifestações que começaram em outubro e ainda ocorrem quase que diariamente, mas em locais específicos. Muitos semáforos ainda não funcionavam no início de janeiro, havia muita pichação na cidade toda, e tapumes protegendo comércios e empresas. Mas, mesmo assim vale a pena andar pela cidade.

Nas alturas

Esta em Santiago o prédio mais alto da América do Sul, o Edifício Costanera. Assim que se avista o prédio, a Cordilheira ao fundo com o pico de neve eterna transforma o visual em algo indescritível. Um espetáculo do homem e da natureza. O edifício tem 300 metros de altura. Além de um mirante no ponto mais algo, o complexo comercial conta com o Costaneira Center, um shopping com lojas das principais marcas do mundo e do Chile, como Victoria Secret, Puma, Adidas, Gap, Tomy, Polo e muitas outras. Quem busca um local diferenciado para passar o dia, comer e ainda fazer aquelas comprinhas, é uma opção. Não é a mais barata, mas com muita variedade. Mesmo com prédios modernos, o centro financeiro de Santiago também conta com praças e muito verde. No fim de tarde é possível ver moradores deitados nas gramas para aproveitar uma brisa e descansar do dia de trabalho, um visual que não vemos no Brasil.

Conhecer bem  Santiago e seus pontos turísticos leva em torno de dois dias. Outros pontos que devem ser visitados pelos turistas são o Cerro San Cristóval, a Plaza de Armas (que estava fechada em dezembro e vale a pena saber se já foi liberada para visitação),a La Chascona Casa Museu, um dos três museus da Fundação Pablo Neruda, a Catedral Metropolitana e outros.

Malha Viária

O turista que optar por transporte viário, como carro alugado, uber ou vans vai notar que Santiago conta com um complexo viário de túneis. Bem sinalizados, iluminados e com um asfalto de fazer inveja ao brasileiro.  Porém, o chileno gostar de correr, tanto nas ruas da cidade como nas estradas. Uma experiência que ao usar um transfer do aeroporto para a hospedagem já é possível sentir e se assustar. Mas, depois se acostuma. Ah, o pedestre tem prioridade nas faixas: pisou, o motorista para.

Nas próximas matérias, compras, comida, praia e vinhos….acompanhe que o Chile ainda tem muitas coisas para serem mostradas!

2 thoughts on “Chile além das vinícolas

  • 13 de janeiro de 2020 em 14:16
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    Amiga. Bom dia. Posso compartilhar esse seu post no meu facebook Rotas do Chile?? Abraços.

    Resposta
    • 14 de janeiro de 2020 em 15:17
      Permalink

      Sim, é lógico…E vamos marcar uma matéria com a agência também!! Meu whats é (11) 94979-4208. Obrigada

      Resposta

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