Estados Unidos querem metais críticos do Brasil, diz representante de Trump
Mais do uma discussão sobre taxas comerciais entre países, o interesse de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em taxar o Brasil em 25% vai além da política e acordos comerciais. Segundo matéria publicada pelo portal G1, o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Raul Jungmann, afirmou nesta quinta-feira, 24 de julho, que o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, voltou a manifestar o interesse do governo norte-americano nos minerais críticos e estratégicos (MCEs) do Brasil.
Estes minerais são a chave para uma nova matriz energética, além de serem estratégicos para a economia do futuro, usados em tecnologia de ponta, chips de celular e computadores.
E, as duas maiores reservas mundiais estão no Brasil e na China. Com o país asiático, os Estados Unidos já fecharam acordo. Mas, com o Brasil, ainda não. Escobar tem tido conversas com o governo brasileiro sobre o tarifaço de Trump.
Entre os minerais disputados, estão o nióbio, o lítio, o grafite, o cobre, o cobalto, o urânio e os chamados elementos de terras raras. Esses minerais estão no centro das transformações tecnológicas e energéticas do século 21. Eles podem ser responsáveis por um carro elétrico movido à energia solar e também o míssil hipersônico.
E o Brasil é um dos únicos países que poderá ocupar papel relevante neste jogo, já que conta com grandes reservas destes elementos. Ter os elementos não basta para o país, precisa ter tecnologia de ponta para o desenvolvimento e um parceiro internacional.
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