Economia

Rodovias mais seguras e eficientes reduzem custos e aumentam a competitividade do transporte

A melhoria contínua da infraestrutura e da segurança nas rodovias brasileiras já apresenta reflexos positivos para motoristas, transportadores e para toda a economia do país. Estudos recentes revelam que estradas bem conservadas proporcionam viagens mais seguras, reduzem custos operacionais e contribuem para tornar o setor ambientalmente sustentável.

De acordo com os indicadores do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), as condições de segurança têm avançado, com estradas mais bem sinalizadas e pavimentos mais regulares, o que favorece a redução de acidentes e aumenta a confiança dos usuários. O estudo IRIS (Indicadores Rodoviários Integrados de Segurança), criado pelo ONSV, apontou as cinco unidades federativas mais bem avaliadas no ranking nacional:

 

Distrito Federal – 4,00

Rio Grande do Sul – 3,86

Goiás – 3,71

Paraná – 3,71

Rio de Janeiro – 3,71

 

O IRIS não é um único indicador isolado. Ele reúne diferentes dimensões de segurança viária — como pavimento, sinalização, geometria da via, fiscalização, gestão, atendimento às vítimas, entre outras — e consolida esses resultados em uma nota média final, que varia de 1 a 5.

Paralelamente, a Pesquisa CNT (Confederação Nacional do Transporte) de Rodovias 2024, realizada em parceria com a USP (Universidade de São Paulo), demonstra que rodovias em bom estado reduzem em até 5% o consumo de diesel dos veículos em comparação a trechos de qualidade inferior — gerando economia para transportadores e ajudando na diminuição da emissão de poluentes.

Outro benefício apontado pela pesquisa CNT é a maior eficiência logística. Estradas adequadas permitem maior velocidade média dos veículos, sem perda de segurança, ampliando o número de viagens realizadas e diminuindo custos por frete. Além disso, reduzem o desgaste de componentes como pneus, suspensão e sistemas de lubrificação, prolongando a vida útil da frota.

“Investir em rodovias é investir na segurança e na competitividade do Brasil. Cada quilômetro recuperado representa menos acidentes, mais eficiência e mais qualidade de vida para motoristas e comunidades que vivem às margens das estradas”, afirma José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, presidente do Sinaceg (Sindicato Nacional dos Cegonheiros).

Os associados do Sinaceg são responsáveis pela movimentação da maioria dos carros zero quilômetro em todo o país. Integra a cadeia automotiva com a mobilização de aproximadamente 5 mil trabalhadores, que vivem nas e a partir das rodovias.

Segundo os dados divulgados pela CNT, houve uma pequena, mas significativa, melhora na classificação geral das rodovias brasileiras: 7,5% foram avaliadas como ótimas e 25,5% como boas, reforçando a tendência positiva dos investimentos já realizados. Para especialistas, esse é um passo importante rumo às metas de descarbonização previstas até 2050, uma vez que a eficiência energética do transporte rodoviário depende diretamente da qualidade da malha viária.

“Cada avanço na qualidade da infraestrutura representa ganho direto para quem está na estrada todos os dias. São custos menores com manutenção, viagens mais rápidas e, principalmente, mais segurança para todos os motoristas”, completa Márcio Galdino, diretor regional do Sinaceg.

Os dados reforçam que a ampliação dos investimentos em infraestrutura é essencial para que o Brasil consolide uma malha rodoviária moderna, segura e sustentável, garantindo mais competitividade para o transporte de cargas e o desenvolvimento econômico do país.

 

Foto: Reprodução Agência Brasil

 

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