Flare: a chama que garante a segurança da indústria petroquímica
Ele é feio, assustador e até lembra o Olho de Sauron da trilogia Senhor dos Anéis, mas sem ele uma indústria petroquímica não teria a segurança necessária para o funcionamento. O flare, ou chama, causa temores entre a população das proximidades da indústria quando é acionado, mas deveria ser o contrário.
O flare, ou chama, é um dispositivo de segurança essencial em indústrias químicas, refinarias e plataformas de petróleo. Ele funciona como uma válvula de alívio gigante, queimando gases excedentes ou residuais de forma controlada para evitar explosões e proteger equipamentos, principalmente durante a falta de energia, quando a planta acaba sendo desligada. Com o aumento da tecnologia, as ocasiões em que o acionamento é necessário têm diminuído muito.
Na Braskem do Polo Petroquímico do ABC em 2026, até agora, houve apenas um acionamento do flare. Segundo o gerente industrial da empresa no ABC, Renato Bresciani, a empresa tem investido em geradores para garantir o funcionamento da planta mesmo quando há falha no serviço da concessionária de energia. “Este ano, houve apenas uma vez em que o sistema interno não aguentou e o flare foi acionado. Para a Braskem isso também causa prejuízos financeiros”, disse. O flare é a válvula de segurança para evitar outros problemas.
Bresciani ressalta ainda que quando há o acionamento do flare, normalmente há boatos de explosões na planta ou outras tragédias, mas é um procedimento normal e de segurança. “A chama é vista por moradores do entorno, de São Bernardo, São Caetano e até São Paulo, o que gera o medo”, destaca.
“Nesta semana houve um terremoto no Chile que causou tremores em algumas regiões de São Paulo. Teve gente que associou o tremor ao Polo Petroquímico. Tudo o que é diferente as pessoas acham que foi o Polo, mas não. As indústrias são seguras e há controle forte inclusive de poluentes no entorno, com duas estações da Cetesb”, completa o gerente industrial.
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