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Sophy: a nova revelação que transita entre música, teatro e literatura

Atriz, cantora e escritora, a artista constrói uma trajetória multidisciplinar e prepara novo espetáculo em homenagem a Gal Costa e Elis Regina

A música brasileira pode estar diante de um novo nome para acompanhar de perto. Sophy, atriz, cantora e escritora, vem construindo uma trajetória artística marcada pela mistura entre música, interpretação e literatura. Dedicada às artes desde os cinco anos de idade, a artista encontra no palco o ponto de encontro entre suas diferentes formas de expressão.

Com mais de 15 anos de trajetória artística e experiência em canto e teatro, Sophy vem ampliando sua presença no cenário cultural brasileiro. Sua proposta não se limita à música: seus trabalhos procuram transformar cada apresentação em uma experiência cênica, aproximando o público da história e da personalidade dos artistas que interpreta.

Essa característica ficou evidente em seu mais recente projeto de homenagem a Marilyn Monroe. Em 2026, Sophy levou ao palco o espetáculo Sophy Canta Marilyn Monroe, concebido em celebração ao centenário de nascimento da artista americana. A apresentação passou pelo Blue Note Rio de Janeiro, em agosto, e posteriormente pelo Blue Note São Paulo, em setembro. 

Mais do que revisitar canções conhecidas, o projeto buscou apresentar Marilyn para além do imaginário criado pelo cinema e pela cultura pop. A proposta de Sophy foi unir música, interpretação e narrativa para olhar também para a mulher por trás do ícone. 

Da música para as páginas

A versatilidade de Sophy também aparece na literatura. A artista lançou recentemente os livros “Tudo Que Eu Senti Antes de Dormir” e “O Tal de Love Bombing”, ampliando seu trabalho para além dos palcos.

Em Tudo Que Eu Senti Antes de Dormir, a escrita se torna mais uma maneira de transformar sentimentos e experiências em expressão artística. Já O Tal de Love Bombing parte do universo das relações e dos afetos, tema que também atravessa sua comunicação como artista.

É justamente essa capacidade de circular entre diferentes linguagens que começa a definir a identidade de Sophy: uma artista que canta, interpreta e escreve, sem precisar escolher apenas uma dessas possibilidades.

Agora, Gal Costa e Elis Regina

Depois de revisitar o universo de Marilyn Monroe, Sophy prepara um novo passo em sua trajetória musical: um espetáculo inspirado em duas das maiores vozes da música brasileira, Gal Costa e Elis Regina.

A proposta é aproximar os universos das duas intérpretes em um único show, revisitando canções marcantes de suas carreiras e criando um diálogo entre duas personalidades fundamentais da música nacional.

O novo projeto representa também uma mudança de território artístico. Se Marilyn permitiu que Sophy mergulhasse na relação entre cinema, música e cultura pop, Gal e Elis levam a artista diretamente para a história da MPB, explorando diferentes gerações, sonoridades e formas de interpretar a canção brasileira.

A escolha não parece casual. Para uma artista que cresceu entre o teatro e o canto, interpretar Gal Costa e Elis Regina significa justamente trabalhar com duas intérpretes que fizeram da presença de palco parte essencial de sua música.

Sophy ainda está construindo seu caminho, mas seus projetos apontam para uma artista interessada em mais do que simplesmente cantar. Ela quer interpretar histórias, personagens, sentimentos e épocas.

E talvez seja justamente aí que esteja o diferencial dessa nova revelação: em um momento em que tantos artistas buscam apenas uma identidade sonora, Sophy parece apostar em algo mais amplo, uma identidade artística.

Instagram: @sophyboni

Foto: Divulgação

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