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Filho de Vladimir Herzog pede formalmente a Tarcísio que escola não seja inserida no modelo cívico-militar

Após desistir de inserir a escola Estadual Jornalista Vladimir Herzog, localizada na Vila Duzzi, em São Bernardo, no sistema cívico-militar em julho de 2024, após pressão de diversos setores de direitos humanos, a direção novamente incluiu a instituição na lista para aderir ao modelo. A primeira tentativa na consulta pública ,a mudança não foi aprovada. Mas, ainda há duas consultas que podem incluir o colégio..

Para quem não sabe, o jornalista Vladimir Herzog, que dá o nome à escola, foi uma das vítimas da ditadura militar, tendo sido assassinado em 25 de outubro, após tortura no Doi-Codi do 2º Exército, em São Paulo. Além do nome, o colégio sempre recebeu familiares do jornalista, como a viúva, Clarice Herzog, em palestras e eventos. 

“É uma afronta”, disse Ivo Herzog, filho de Vladimir, ao comentar em entrevista à Folha de S.Paulo sobre a possibilidade de a escola de São Bernardo mudar para o sistema cívico-militar. “A gente cuida há mais de 50 anos do legado deixado pelo meu pai, que foi assassinado barbaramente. Mas se a comunidade do entorno acha que essa decisão seja o melhor da discussão, a gente vai respeitar” disse na entrevista

Ivo ainda ressalta que associar o nome do pai a um projeto com militares é uma “deseducação, uma afronta”. “Estamos muito indignados com o movimento.”

Para tentar evitar que esse erro histórico ocorra, o filho e a família de Herzog enviaram ao governador Tarcísio de Freitas uma carta, protestando formalmente contra a mudança. Este é um caso que mostra o despreparo da direção. A diretora simplesmente desconhece a história do país e do nome do patrono da escola em que trabalha.

 

Foto: Eagle News

 

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