Funcionários da Inylbra, em Diadema, fazem manifestação contra escala 6×1
Na manhã desta quarta-feira, 04 de março, trabalhadores realizaram manifestação contra a escala 6×1 em frente a fábrica Inylbra, em Diadema . Na pauta de reivindicações dos operários, a redução da jornada semanal de trabalho, melhores condições e segurança no ambiente de trabalho.
A ação faz parte de uma jornada nacional de atos e greves espalhados pelo Brasil inteiro. Foram cerca de 20 manifestações em frente a fábricas, supermercados e outros postos de trabalho com escalas de jornada 6×1, com algumas greves iniciadas nesses locais, como na empresa Metalúrgica Kabi, no Rio de Janeiro, o Supermercado Supernosso, em Minas Gerais e Mix Mateus, em Pernambuco.
Os trabalhadores da Inylbra são responsáveis pela fabricação de tapetes e revestimentos
agulhados do setor automotivo. Apesar da empresa ser uma das mais importantes no ramo, os funcionários reclamam das condições de trabalho: “Somente na semana passada, três trabalhadores desmaiaram durante o trabalho, estava muito quente, não tem ventiladores suficientes, quase não dá para respirar de tanto calor. Mesmo assim, eles não nos deixam nem parar para tomar uma água fresca e quando vamos ao banheiro, muitos estão com a torneira sem funcionar, têm privada quebrada e falta tranca nas portas, um verdadeiro descaso com nós trabalhadores”, afirmou uma funcionária da empresa.
Reajuste salarial e redução da jornada de trabalho
Cerca de 30 milhões de brasileiros e brasileiras trabalham na escala 6 x 1, ou seja, cerca de 30% dos trabalhadores formais (carteira assinada), com jornada de 44 horas semanais. De fato, segundo dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho), os trabalhadores brasileiros estão entre os que recebem os piores salários no mundo. Exemplo disso é o valor do salário mínimo, 22,82% do que é o necessário para cobrir necessidades de uma família de 4 pessoas. Segundo o estudo realizado no ano de 2025 pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômico), para uma família brasileira dar conta de cobrir despesas com alimentação, moradia, transporte, saúde e educação, seria necessário um salário mínimo de R$ 7.106,83.
Foto: Eloísa Bonifácio/Divulgação

