Jovem morta por ex-namorado em S. Bernardo tinha medida protetiva
Com Agência Brasil
A jovem de 22 anos, Cibelle Monteiro Alves, que morreu na noite de ontem quarta-feira, 25 de fevereiro, na joalheria Vivara no Golden Square Shopping, em São Bernardo, tinha medida protetiva de urgência, decretada pela Justiça, contra o autor em vigor. Ela também já tinha feito registros contra o agressor por conta de perseguições que começaram quando houve o término do relacionamento, em 2025.
Segundo a polícia, Cássio Henrique da Silva Zampieri, de 25 anos, não aceitava o fim do relacionamento de seis anos com Cibelle Monteiro Alves, de 22 anos.
O autor do assassinato não aceitava o fim do relacionamento com a ex-namorada e entrou na joalheria onde ela trabalhava armado com uma faca e uma arma de airsoft, e a feriu no pescoço.
Devido à gravidade dos ferimentos, Cibelle não sobreviveu. O agressor, Cássio Henrique da Silva Zampieri, de 25 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), as equipes da PM e da Polícia Civil foram acionadas e encontraram o agressor mantendo a vítima refém dentro da loja. “Houve tentativa de negociação, mas, ao apontar a arma para os policiais, o Grupo de Operações Especiais (GOE) interveio para conter a ameaça do agressor. O autor foi atingido, socorrido e permanece hospitalizado sob escolta policial”, disse a secretaria.
O caso foi registrado como feminicídio e é investigado pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Bernardo. Cibelle já havia registrado boletins de ocorrência contra Cássio e tinha medida protetiva de urgência decretada pela Justiça.
O shopping Golden Square informou que está oferecendo apoio à família.
“O shopping lamenta o caso de feminicídio contra a funcionária de uma de suas lojas e se solidariza à família. O shopping está oferecendo todo o apoio ao lojista, à família da vítima e está à disposição das autoridades”.
Recorde de feminicídios
O Brasil atingiu número recorde de 1.518 vítimas de feminicídios em 2025, segundo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o que representa quatro mortes por dia. No ano anterior, em 2024, o país já havia atingido recorde, com 1.458 vítimas.
Em 2025, o estado de São Paulo também registrou o maior número de feminicídios desde o início da série histórica, em 2018. Em todo o ano, os registros chegaram a 270, o que representa aumento de 6,7% em relação a 2024, quando houve 253 registros. Os dados estão disponíveis no site da Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP).
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil afirmam que o país vive um grave cenário de violência contra a mulher.
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