Volta do comércio: nada de provadores e roupas em quarentena

Segunda-feira, após mais de dois meses fechado, finalmente parte do comércio volta a funcionar. Mesmo que por apenas 4 horas por dia e com 20% da capacidade, muita gente vai dar uma desculpa para fazer uma compra ou apenas uma circulada pelos corredores dos shopping ou ruas comerciais da região. Mas, quem espera que será um passeio, com todas as lojas e serviços abertos, está enganado. A tradicional praia de paulista, como são conhecidos os shoppings na região metropolitana, vão estar bem diferentes.

Para abrir, foram determinados alguns protocolos, tanto para lojas de rua como as dos centros de compras. Poucas pessoas podem entram por vez (apenas 20% da capacidade, com os funcionários). A contagem começa na entrada e no estacionamento.  Nada de um lanchinho, sorvete ou espaço para deixar as crianças brincarem.  Os tão aguardados salões de cabeleireiros, também continuam fechados. E cinema, também vão ficar para depois.

Mas, não será apenas na opção de comércio que o consumidor vai notar que as coisas mudaram.  Nas lojas de roupas, a situação vai ficar muito diferente.  Nada de pegar roupas e correr para o provador. Experimentar as roupas agora será proibido, já que o vírus fica nas superfícies, podendo causa a contaminação no simples ato de experimentar a roupa. E como fazer então? O cliente vai comprar usando a intuição mesmo, levar para casa. Lá ele poderá experimentar. Se servir, tudo bem. Se não servir, poderá fazer a troca.

Vendas fracas

Na cidade de São Paulo, onde os shoppings deram início à abertura ontem das 16h às 20h e também com apenas 20% do público, o resultado dos negócios não agradou aos lojistas.  Em, em uma análise feita hoje   Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), as vendas foram fracas.

O presidente da entidade, Nabil Sahyoun, disse, em entrevista a rede de TV CNN, que o setor vai pedir um aumento no limite de horas de abertura. “Para o lojista, do ponto de vista financeiro, de venda, não vai fechar a conta, é impossível com quatro horas, é prejuízo na certa”, disse. As lojas onde a Alshop uma pesquisa prévia, ficaram um com movimento de 20%  e 30% na comparação com o período antes do fechamento.

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