Viagem na pandemia: mais cuidados e muita burocracia

Além do medo em se contagiar com o novo coronavírus, as restrições e trâmites burocráticos podem dificultar quem vai encarar um outro país antes da vacina, que deve se tornar obrigatória em breve. Além disso, há gastos extras com exames e seguros que precisam ser contabilizados.

Praticamente todos os países pedem um exame PCR da covid que com no máximo 72 horas de antecedência do turista. Neste caso é impreterível que o viajante saiba o horário de chegada no país de destino e ainda some um tempinho a mais para descontar possíveis atrasos no voo. O exame não pode estar com o tempo superior ao determinado. Se estiver, um novo precisará ser feito. As próprias empresas aéreas já fazem a checagem e a contagem do tempo para autorizar o embarque. Ah, obrigatoriamente precisa ser o PCR, o que colhe as secreções do nariz e garanta. Não adianta tentar passar com um teste rápido, de farmácia, que apenas detectam os anticorpos, que você será barrado.

Em relação ao exame, o viajante precisa escolher um laboratório que garanta o resultado em 24 horas ou menos. Uma das opções é o CDB, que tem a opção de resultado em até 7 horas. Mas, para essa opção o exame precisa ser agendado. E, conforme a demanda aumenta, o tempo de agendamento também. Por isso, assim que tiver a data da viagem, já faça o agendamento. Há opção em um laboratório montado no aeroporto de Guarulhos, no Terminal 3, com resultado em até 4 horas. Mas, esse é um pouco mais caro.

O check in, que era tão simples pelo site, aplicativo ou autoatendimento do aeroporto, pode ser esquecido. Todos agora são feitos no balcão da companhia para que os documentos possam ser conferidos. Se faltar um, com certeza você terá de sair da fila, providenciar o que falta e, se não for possível embarcar no mesmo voo você será encaixado em outro.

 

Seguro Viagem

Este é um novo capítulo que começou a ser escrito. Os países exigem agora que o viajante apresente um seguro que cubra o tratamento de covid. Ah, e tem que estar escrito na apólice, o que torna uma busca ainda mais demorada. Ah, não esqueça de conferir o valor mínimo de cobertura que cada país exige também. Duas seguradoras já oferecem o serviço, a Assist Card e a Corus. O da primeira não consta na apólice, mas na unidade do aeroporto de Guarulhos, o turista retira um certificado que comprova a cobertura. Mas, fique atento ao horário do voo e do funcionamento da loja.

 

No destino, enfim

Depois de algumas horas, finalmente o avião pousa. É, mas espere que novamente não será tão simples sair e começar a desfrutar dos passeios. No Chile, por exemplo, ao desembarcar do avião, você dará de cara com uma barreira sanitária. Tenha em mãos todos aqueles documentos que você apresentou no check in ainda no Brasil. Vão ser pedidos e conferidos linha por linha, principalmente o teste PCR com o limite de tempo e o seguro com a cobertura da covid e, neste caso, com no mínimo U$ 50 mil por pessoa.

Ah, deixe o celular com internet ligada para que o fiscal da barreira sanitária consiga liberar sua passagem em outros locais do aeroporto para que você continue os trâmites normais, imigração e Ministério da Agricultura. E não esqueça da máscara, que é obrigatória durante toda a viagem no avião, no aeroporto e na cidade.

Será obrigatório acessar o email cadastrado e responder uma questionário sobre sua saúde. Por 14 dias você terá de relatar sua situação em relação à covid.

Bem, agora finalmente o turista poderá desfrutar da viagem, como com as restrições impostas por cada país em relação à covid. Fique atento aos horários e aos funcionamento de passeios e comércios. E aproveite! Ah, a hora de voltar ao Brasil também será necessário fazer um novo exame PCR de covid. Siga um conselho e já faça o agendamento bem antes para evitar ter de adiar o retorno.

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