Professores ameaçam greve caso volta às aulas seja sem aval da saúde

A discussão sobre a data de volta às aulas no Estado de São Paulo parece que ainda não chegou ao fim. Na semana passada, o governo divulgou que trabalha com a expectativa de voltar às atividades presenciais em 08 de setembro. Entretanto, tanto pais como educadores ainda temem que a situação sanitária ainda não seja a ideal, mesmo que com apenas 35% dos alunos em sala de aula por vez.

Em casa, o EAD (Ensino à Distância) não se mostrou tão efetivo.  Na rede privada há lives e vídeos, com professores se esforçando para transmitir o conteúdo e tirar as dúvidas de crianças em seus quartos ou salas. Na rede pública, a maior parte dos alunos não consegue acompanhar as aulas do governo estadual.  Não há computador em casa e o celular costuma ser disputado por várias crianças ao mesmo tempo.  Em algumas redes municipais, não há o ensino à distância, os pais pegam nas escolas o material e tentam, na medida do possível, ajudar os filhos a aprender.

Por outro lado, os professores se preocupam com a volta. Controlar crianças não é fácil. A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de SP), divulgou um documento em seu site, assinado por mais de 40 entidades  que contestam  o retorno das aulas presenciais. “Não há nenhuma orientação das autoridades sanitárias embasada em estudos científicos que garanta, neste momento, um nível aceitável de segurança para o retorno das aulas em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus”, aponta um dos trechos do documento.

O Simpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação do Ensino Municipal) também  manifestou  no site ser contrário à volta às aulas. “O retorno pode ser uma precipitação, porque as escolas não possuem as adaptações necessárias e estamos em um momento de grande incidência de contágio, sem remédio, nem vacina contra o coronavírus”..

A alternativa, segundo as entidades, é de uma greve caso haja a volta seja precipitada e possa causar um aumento na transmissão da doença. Vale lembrar que os professores e as entidades que representam a categoria da rede pública apontam que é comum a falta de material de higiene básica em tempos normais, como papel higiênico e sabonete para lavar as mãos. A realidade não deve ser diferente durante a pandemia.

Na rede privada, a preocupação é em manter as escolas e o emprego de professores e funcionários.  Alguns deputados acreditam que o anúncio da data de retorno pelo governo é apenas um calmante para os empresário e que não há a mínima condição de retorno.

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