Presidente da Câmara de S.Bernardo é afastado das funções públicas por suspeita de receber altas quantias em dinheiro
A Operação da Polícia Federal que afastou o prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima (Podemos), nesta quinta-feira, 14 de agosto, também atingiu seu primo, o vereador Danilo Lima (Podemos), presidente da Câmara Municipal, que ocupava desde a gestão Orlando Morando.
Segundo informações da Polícia Federal, Danilo recebia “altas quantias em dinheiro” do servidor da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) Paulo Iran, que é apontado como operador financeiro e com quem foram encontrados R$ 14 milhões em julho.
A Polícia encontrou mensagens entre Iran e Danilo que apontam para o recebimento das quantias em dinheiro no prédio da Câmara, além de transferências bancárias. Havia ainda, segundo a PF, troca de mensagem combinando a quantia de R$ 60 mil a ser entregue em dinheiro em uma adega da cidade, em julho de 2024. Para quem conhece a política de São Bernardo, reuniões em padarias e adegas é comum.
A casa do vereador foi alvo de busca e apreensão pela PF. Além disso, ele teve o sigilo bancário quebrado pela Justiça. A decisão da Justiça, entretanto, não deixa claro se Danilo está afastado apenas da Presidência da Câmara ou do cargo de vereador.
Com 9.853 votos, Danilo foi o vereador mais votado nas últimas eleições e está no segundo mandato. Em 2017 foi diretor do Departamento de Veículos e Equipamentos da Secretaria de Serviços Urbanos da Prefeitura, que era comandada por Morando.
“As evidências compiladas na investigação indicam que DANILO LIMA DE RAMOS está profundamente inserido em uma complexa rede de movimentação financeira. Esta rede, que se estende desde a arrecadação e destinação de recursos até o pagamento de despesas de figuras políticas e seus familiares, como o prefeito MARCELO LIMA, aponta para fortes indícios de irregularidades nos contratos firmados pelo município de São Bernardo do Campo, conectando diversas personalidades, incluindo vereadores, secretários, servidores e empresários da região do ABC Paulista, a um esquema de fluxo de recursos”, diz o inquérito da Polícia Federal.
Foto: Reprodução

