ONS avalia recomendar volta do Horário de Verão
A volta do Horário de Verão no Brasil, que acabou em 2019, já está de volta nos radares. Segundo o diretor de Planejamento do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Alexandre Zucaratto, houve um agravamento do consumo de energia elétrica do País, o que pode causar o retorno da medida em 2026.
É possível que seja recomendado ao governo o uso do Horário de Verão para a obtenção de pelo menos 2 gigawatts (GW) para reforçar o Sistema Interligado Nacional (SIN). A decisão precisa ser tomada ainda em agosto, pois a implementação precisa de três meses de antecedência.
Segundo Zucaratto, como este ano não houve leilão, “apesar da recomendação feita desde 2021 para que fossem realizados leilões anuais”, além das medidas já tomadas – como a antecipação da entrada de projetos do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2021 e maior uso de térmicas -, o ONS poderá também importar 2,5 GW de energia de países vizinhos.
Outra medida adotada para evitar problemas no SIN, a resposta da demanda para o atendimento da ponta (de consumo), terá seu volume conhecido no próximo dia 16 de julho, quando serão contratadas as reduções de carga de grandes consumidores. No ano passado, esse instrumento gerou apenas 100 megawatts (MW) de economia. “O consumidor oferta a redução do seu consumo em determinados horários do dia mediante o pagamento de uma compensação”, explicou.
Zucaratto destacou que a geração de energia realmente cresceu no País, mas puxada pela energia solar, que, naturalmente, não produz à noite e não garante potência.
O horário de verão costumava ser implementado entre outubro/novembro e fevereiro/março de cada ano. A medida foi adotada no Brasil por mais de três décadas, mas deixou de existir em 2019, no início da gestão de Jair Bolsonaro.
Foto: Agência Brasil

