O Metrô do ABC subiu no telhado?
Apesar das declarações de deputados da região de que finalmente o ABC terá uma linha de Metrô, a realidade parece ser um pouco diferente. O Metrô do ABC ainda enfrenta obstáculos importantes para sair do papel. Uma das principais dúvidas gira em torno da falta de terreno para ser espaço para manobras e manutenção dos trens, item essencial para o funcionamento da futura linha.
Fora dos planos
Inicialmente, o governo Tarcísio de Freitas pretendia utilizar uma área na Avenida do Estado, em Santo André, onde ficava a antiga fábrica da Rhodia. No entanto, o local já está sendo transformado em um centro de logística pela empresa Goodman, com obras em estágio avançado.
Impasse
A segunda opção cogitada seria a área da antiga fábrica da Ford, no bairro Taboão, em São Bernardo. O problema: o terreno foi adquirido pela gigante de logística Prologis, que está em negociação com a Prefeitura de São Bernardo para detalhar a instalação de galpões no local. Entre os clientes da empresa está a Amazon, que deve ocupar parte do espaço.
Curiosamente, em entrevista recente a um podcast do ABC, o governador afirmou que o anúncio dos compradores da área seria feito “em breve”. No entanto, a Prologis já havia confirmado a compra em fevereiro de 2024.
A expectativa agora gira em torno da possibilidade de desapropriação do terreno da Ford para uso no projeto do Metrô do ABC. Será que a Prefeitura da cidade vai aceitar abrir mão de uma gigante do segmento de logístico?
Enquanto isso, o governo estadual continua afirmando que está em fase de estudo de viabilidade e análise de solo. Com as eleições se aproximando, a tendência é que o discurso se alinhe mais com as urnas do que com as retroescavadeiras.
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