Diadema não tem recursos para compra de equipamento de proteção a para as escolas

O retorno das aulas não é apenas uma questão de saúde, mas também financeira.  O governo estadual estima que no dia 08 de setembro possa autorizar a reabertura nas escolas, isso se forem conseguidos todos os pré-requisitos determinados pelo Plano São Paulo. Porém, os municípios têm autonomia para adiar a abertura das redes municipais.

No ABC, quatro cidades já anunciaram que o ano letivo não retornará este ano, Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. São Caetano deve anunciar também que as aulas presenciais só voltarão em 2021. Diadema e São Bernardo ainda não definiram, mas poderão seguir a tendência manter apenas as aulas online este ano.

Hoje, dia 05 de agosto, em entrevista ao Bom Dia São Paulo da Rede Globo, o prefeito de Diadema, Lauro Michels, disse que a administração não tem recursos para comprar os equipamentos de proteção. “Com 30% de alunos de volta às aulas presenciais, o custo apenas com máscaras seria de R$ 250 mil”, afirmou o prefeito.

Segundo ele, o ano letivo está perdido, as crianças não aprenderam com o ensino à distância. “Este ano está perdido, o pai de aluno que disser que o aluno teve 100% de aproveitamento está  mentindo.”  

A ONG Todos pela Educação divulgou estudo onde estima que os municípios perderam recursos que seriam destinados à educação com a queda da arrecadação.  Por outro lado, segundo a ONG, as escolas particulares que têm recursos para a aquisição de equipamentos de proteção de alunos e funcionários e poderão retornar. Assim,  haverá um agravamento da distância entre as públicas e as privadas, prejudicando, mais uma vez, o aluno da rede pública.

Foto: Thiago Benedetti /PMD

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