Associações comerciais do ABC querem evitar retrocesso nas fases de flexibilização

O ABC conseguiu hoje a passagem para a fase 2 (laranja) de flexibilização da quarentena do Estado de São Paulo.  Será possível, a partir de segunda-feira, dia 15 de junho, a abertura gradual do comércio, alguns setores de serviços e shoppings.  Porém com limite de 20% da capacidade, por quatro horas apenas e dentro de todos os protocolos de controle da doença estabelecidos pelo governo e só após decreto publicados pelos prefeitos.

A Acisa (Associação Comercial de Santo André ) e a Acisbec (Associção Comercial e Industrial de São Bernardo) já discutiam há algum tempo a retomada da economia com as administrações municipais, apresentando projetos de retomada e de protocolos de funcionamento. Pedro Cia, presidente da Acisa, disse que a ida para a faixa laranja já era tida como praticamente certa. Mas, a preocupação agora ainda deve ser com a saúde. Para eles o importante é manter a abertura gradual e evitar que haja um retorno à fase vermelha, que libera apenas os serviços essenciais.

Cia ainda espera os protocolos que estão sendo elaborados pelos prefeitos por meio do consórcio, para orientar os comerciantes de Santo André. Mas, o importante é manter a flexibilização, evoluindo com a abertura sem deixar de cuidar da saúde. “Se a região regredir  de fase e precisar fechar novamente vai ser muito ruim. Precisamos avançar com cuidado para não retroceder”, disse.

O presidente da Acisbec, Valer Moura disse que a orientação é que, independente dos protocolos a serem publicados pelo consórcio ou administração municipal, os comerciantes de São Bernardo já estão recebendo uma cartilha com a proposta  de abertura gradual do comércio. O documento foi elaborado em conjunto com a Associação Comercial de São Paulo.

“Estamos alertando que é necessário seguir todas as orientações legais e, ao mesmo tempo, garantir a permanência da atividade do comércio sem prejuízo à saúde pública e à sociedade”, disse Moura. ”É fundamental que todos os comerciantes entendam a seriedade do momento e que cumpram todos os protocolos. São medidas recomendadas como distanciamento, uso de álcool gel, de máscaras, orientações sobre como o funcionário deve proceder, organização do espaço interno e usar fartamente soluções de limpeza, várias vezes ao dia, entre outras orientações”, completa o presidente da Acisbec.

Transporte

A volta do comércio vai gerar um aumento do uso do transporte coletivo, mais uma preocupação das entidades. Para isso, o presidente da Acisa espera que as prefeituras aumentem os ônibus em circulação (estão com metade da frota) para evitar  aglomerações. “Os funcionários se contaminam pela covid mais no transporte do que nas empresas , que mantém as medidas de higiene e afastamento fundamentais”, disse Cia.

Falências e desemprego

Em Santo André, a Acisa ainda não tem o número de empresas que fecharam durante a quarentena. Porém, o presidente da entidade disse que, segundo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério da Economia, a cidade já conta com 7,6 mil desempregados.

Já, o presidente da Acisbec questiona: “Por que essa medida não foi adotada antes? Evitaria a falência de muitas empresas. Sempre fomos favoráveis a abertura gradual e consciente. O Dia dos Namorados, tão importante para o comércio será mais uma data perdida. Quem puder deve usar o delivery pra tentar recuperar alguma venda”.

Cia não é otimista em relação a uma recuperação rápida do setor. “A confiança do consumidor está baixa, assim como a renda. Se o comerciante abrir com a expectativa de vender muito, vai se frustrar”, disse.

A aposta dos dois é que já a partir da próxima segunda, dia 15, já comece  a flexibilização, com a abertura de algumas atividades do comércio.

Fotos: Divulgação

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