PMs monitores podem receber até R$ 1 mil mais que professores das escolas cívico-militares de SP

A crise da educação no Brasil vai muito além dos alunos. Professores desmotivados, com salários baixos e sem falta de plano de carreira se junta aos jovens sem interesse, deixando a situação cada vez pior e de difícil solução.

No Estado de São Paulo, o governo Tarcísio de Freitas apostou nas escolas cívico-militares para melhora a qualidade. Mas, de uma forma equivocada, sem valorizar quem está à frente do ensino, o professor. Pelo contrário, os futuros monitores das escolas deste formato poderão receber até R$ 1 mil a mais do que os profissionais da educação da rede estadual.

Segundo o último edital publicado pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), os monitores do programa da Escola Cívico-Militar podem receber R$ 301,70 por cada dia trabalhado. Por exemplo, se trabalharem 40 horas semanais em um mês com 21 dias úteis, receberão até R$ 6.335,70.

O Piso da Educação em SP é de R$ 4.867,77 por mês, de acordo com publicação do Diário Oficial da União de dia 31 de janeiro de 2025. Para aqueles que seguem o programa Nova Carreira Docente, o salário base é de R$ 5.300.

No caso dos monitores de escolas cívico-militares, o valor da diária cai pela metade caso trabalhem apenas 20 horas semanais, totalizando R$ 3.167,85 em um período de 21 dias úteis. Há também uma remuneração de 10% a mais, caso o monitor desempenhe a função de “monitor-chefe”.

Em todo estado de SP, serão 100 instituições de ensino, o que deve abranger 50 mil estudantes. As aulas no modelo estão previstas para começar em agosto. Porém, com o atraso da publicação do edital para a contratação dos monitores, a chegada dos policiais pode atrasar algumas semanas.

 

Foto: Reprodução

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